Ataques a ônibus escolares em Rondônia foram coordenados por detentos, aponta investigação
As investigações da Polícia Civil de Rondônia sobre uma série de ataques criminosos registrados em 2025 apontaram que a queima de ônibus escolares em distritos de Porto Velho foi ordenada por integrantes de uma organização criminosa que atuavam de dentro do sistema prisional.
A apuração, conduzida pela 10ª Delegacia de Polícia de Nova Mutum Paraná, integra a segunda fase da Operação Rescaldo e avançou a partir da análise técnica de dispositivos eletrônicos apreendidos.
De acordo com a Polícia Civil, ao menos cinco ônibus escolares foram incendiados após planejamento e coordenação de lideranças do grupo criminoso, que mesmo presas continuavam repassando ordens por meio de mensagens conhecidas como “salves”.
A investigação ganhou força após a análise do aparelho celular de uma das suspeitas, identificada pelas iniciais P.C.A., que permitiu detalhar a divisão de funções dentro da organização, incluindo a coordenação e execução dos ataques.
Somando as duas fases da operação, foram cumpridos 22 mandados de prisão — sendo 12 preventivos na primeira etapa e 10 temporários na segunda — além de 10 mandados de busca e apreensão.
A Operação Rescaldo contou com apoio do Ministério Público de Rondônia, por meio do GAECO, além da atuação conjunta da Força-Tarefa e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado.
A Polícia Civil destacou que crimes contra o patrimônio público, especialmente aqueles que comprometem serviços essenciais como o transporte escolar, são tratados como prioridade nas investigações.


