URUPÁ: Mulher foge para mata para escapar de tentativa de feminicídio; suspeito é preso pela PM
Uma mulher viveu momentos de terror na noite de domingo (28), na zona rural de Urupá, após ser vítima de uma tentativa de feminicídio. Para escapar das agressões, ela fugiu para uma área de mata e acionou a Polícia Militar, que prendeu o suspeito em flagrante.
Segundo a ocorrência, a vítima ligou para a Central de Operações da PM por volta das 22h, informando que estava escondida em meio à vegetação após o marido tentar matá-la em uma propriedade localizada na Linha 14.
Uma guarnição foi imediatamente ao local e manteve contato telefônico com a mulher, orientando-a a deixar o esconderijo em segurança para se encontrar com os policiais.
Em depoimento, a vítima relatou que o companheiro a agrediu com puxões de cabelo, segurou seus braços com violência e tentou arrastá-la até um pasto da propriedade, afirmando que iria matá-la. Ela contou ainda que o homem tentou torcer seu pescoço durante as agressões.
Para impedir que fosse levada até o local, a mulher se agarrou a uma pilastra da varanda da residência. A força empregada pelo agressor para soltá-la provocou lesões nos braços e diversas escoriações pelo corpo.
A vítima conseguiu aproveitar um momento de distração do suspeito para pegar o celular e correr em direção à mata. Ela afirmou aos policiais que, após sua fuga, o homem entrou na residência para buscar uma faca, com a intenção de procurá-la e concluir o crime.
Ao chegarem à propriedade, os policiais localizaram o suspeito. Conforme a PM, ele apontou a luz de uma lanterna diretamente para os olhos de um dos militares, dificultando a visualização de suas mãos e gerando suspeita de que pudesse estar armado.
Como o homem desobedeceu às ordens para parar e levantar as mãos, os policiais utilizaram o uso progressivo da força, efetuando três disparos com munição de elastômero (bala de borracha). Após a intervenção, ele foi contido, preso e encaminhado à unidade policial, onde ficou à disposição da Justiça.
A vítima recebeu proteção da Polícia Militar, e o caso foi registrado para a adoção das medidas legais cabíveis.


