MPE aponta suposta propaganda eleitoral antecipada na Rondônia Rural Show e inclui 13 agentes públicos em ação

MPE aponta suposta propaganda eleitoral antecipada na Rondônia Rural Show e inclui 13 agentes públicos em ação
Crédito:ei Rondônia

O Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou uma representação ao Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) apontando supostas irregularidades durante a realização da Rondônia Rural Show Internacional 2026, em Ji-Paraná. A ação cita 13 agentes públicos por possível prática de propaganda eleitoral antecipada em um evento custeado pelo Governo do Estado.

Entre os nomes mencionados está o presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, deputado estadual Alex Redano (Republicanos). Também são citados os senadores Marcos Rogério e Jaime Bagattoli, os deputados federais Silvia Cristina e Lúcio Mosquini, além dos deputados estaduais Cássio Gois, Cirone Deiró, Laerte Gomes, Nim Barroso e Cláudia de Jesus.

Segundo o Ministério Público, estruturas instaladas durante a feira agropecuária teriam sido utilizadas para promoção pessoal de agentes públicos antes do período permitido pela legislação eleitoral. Entre os elementos apontados na representação estão outdoors, distribuição de brindes personalizados e mensagens que, na avaliação do órgão, poderiam configurar conteúdo de natureza eleitoral.

Realizada entre os dias 25 e 30 de maio, a Rondônia Rural Show é considerada uma das maiores feiras do agronegócio da Região Norte e reúne produtores rurais, empresários, investidores e autoridades. O MPE sustenta que a utilização de espaços do evento para divulgação individual pode ter extrapolado os limites da publicidade institucional.

Além dos parlamentares, a ação também alcança o vereador Márcio Freitas, o presidente da Câmara Municipal de Ji-Paraná, Marcelo José de Lemos, e a assessora técnica da Assembleia Legislativa, Dalita da Silva Rover.

A representação menciona ainda dados do Portal da Transparência relacionados aos custos operacionais da feira. Conforme os registros, servidores da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) receberam diárias para atuar na organização e execução do evento, o que reforça, segundo o Ministério Público, a necessidade de apuração sobre o uso de uma estrutura pública em benefício de eventual promoção política.

Os investigados terão oportunidade de apresentar defesa ao longo da tramitação do processo. Caberá ao Tribunal Regional Eleitoral analisar as provas e os argumentos apresentados pelas partes para decidir se houve ou não violação das normas eleitorais.

Até que haja decisão definitiva da Justiça Eleitoral, as acusações permanecem sob análise e não representam reconhecimento de culpa dos citados na representação.