Fiscalização no Rio Guaporé apreende armas, munições e materiais de pesca ilegal durante operação em RO
Uma ação integrada das forças de segurança e fiscalização ambiental resultou na apreensão de armas de fogo, munições e equipamentos utilizados em práticas ilegais no Rio Guaporé, em São Francisco do Guaporé. A operação foi realizada no dia 4 de junho e integra a Operação IARA, voltada ao combate de crimes ambientais e ilícitos na região de fronteira entre Brasil e Bolívia.
A fiscalização contou com a atuação do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), que realizaram abordagens em embarcações que navegavam por pontos estratégicos do rio.
Durante uma das fiscalizações, os agentes localizaram uma espingarda calibre 12 sendo transportada sem documentação que comprovasse a posse ou autorização legal. A arma foi apreendida e encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de São Francisco do Guaporé.
Em outra ocorrência, uma embarcação tentou fugir ao perceber a aproximação das equipes. Os ocupantes seguiram em direção à margem boliviana do Rio Guaporé e abandonaram o barco antes da abordagem, escapando por uma área de mata em território boliviano.
Na vistoria realizada na embarcação abandonada, os policiais encontraram 24 redes de pesca do tipo malhadeira, uma tarrafa, 81 camurins utilizados na captura irregular de quelônios, uma espingarda calibre 16 e diversas munições dos calibres 12 e 16.
Conforme a legislação ambiental vigente, os materiais de pesca apreendidos foram inutilizados. Já as armas e munições foram encaminhadas à Polícia Civil, responsável pela continuidade das investigações e adoção das medidas cabíveis.
A Operação IARA tem como objetivo intensificar a fiscalização no Vale do Guaporé, combater a pesca predatória, proteger a fauna aquática e ampliar a presença do Estado em áreas de difícil acesso. A iniciativa também busca enfrentar crimes ambientais e atividades ilegais na faixa de fronteira.
Segundo os órgãos envolvidos, a atuação conjunta fortalece as ações de preservação ambiental, proteção da biodiversidade e manutenção da segurança na região, considerada estratégica para o monitoramento de ilícitos transfronteiriços.


