Suspeito preso por matar professora dentro da Fimca afirma que mantinha relacionamento com a vítima

Suspeito preso por matar professora dentro da Fimca afirma que mantinha relacionamento com a vítima

Preso em flagrante após ser contido por testemunhas, alunos e seguranças, o homem acusado de matar a professora Juliana Mattos de Lima Santiago na noite desta sexta-feira (6), dentro da Faculdade Fimca, em Porto Velho, afirmou às autoridades que mantinha um relacionamento amoroso com a vítima. João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, disse que agiu tomado pelo ódio.

Equipes do 9º Batalhão da Polícia Militar foram acionadas após a informação de que uma professora havia sido atacada com golpes de faca no interior da instituição. Ao chegarem ao local, os policiais foram informados pela equipe de segurança que a vítima já havia sido socorrida por alunos em um veículo particular e levada ao Hospital João Paulo II. O suspeito permanecia detido em uma sala próxima.

Na sala onde ocorreu o crime, os policiais localizaram a faca utilizada no ataque, além de objetos pessoais pertencentes ao agressor e à vítima.

Contenção do suspeito
Após o ataque, João Cândido tentou fugir pelo interior do prédio, mas foi perseguido e contido na parte inferior da faculdade por alunos. Um dos responsáveis pela imobilização é acadêmico da instituição e policial militar, que ouviu os gritos, presenciou a professora ferida e passou a perseguir o agressor, orientando outros estudantes a prestarem socorro à vítima.

Um professor da faculdade, que também é delegado da Polícia Civil, também participou da contenção. Ele relatou que desceu até o local após ouvir a movimentação e encontrou o suspeito já imobilizado, tomando conhecimento do esfaqueamento da professora.

Confirmação da morte
O suspeito apresentava ferimentos nos braços e pernas e foi encaminhado inicialmente para atendimento médico, sendo posteriormente conduzido ao Departamento de Flagrantes.

No Hospital João Paulo II, a equipe médica confirmou a morte de Juliana Mattos de Lima Santiago. A professora deu entrada na unidade sem sinais vitais, com perfurações no tórax e uma lesão profunda no braço.

Relatos de testemunhas
Um acadêmico relatou que estava em uma sala próxima quando ouviu barulhos estranhos. Ao se aproximar, encontrou a professora caída, tentando conter o sangramento no braço.

Confissão do crime
Durante atendimento médico, João Cândido afirmou aos policiais que manteve um relacionamento amoroso com a vítima por cerca de três meses e que, no último mês, percebeu um distanciamento por parte dela.

Segundo o relato do suspeito, a professora teria lhe entregue anteriormente um doce junto com uma faca, objeto que ele guardou e que acabou sendo utilizado no crime. Ele afirmou que aguardou o momento em que ficou sozinho com a vítima em uma sala de aula para conversar sobre o relacionamento. Após uma discussão, disse ter sido tomado pela raiva e desferido diversos golpes de faca, não sabendo informar quantos.

Objetos apreendidos
No Departamento de Flagrantes, o suspeito reconheceu como seus uma mochila azul e um relógio encontrados no local. Dentro da mochila havia objetos pessoais, materiais de estudo, roupas, uma lata de cerveja vazia e outros itens. Todo o material, assim como a faca utilizada no ataque e pertences da vítima, foi apreendido pela polícia.