Contrato da Santa Casa segue válido até janeiro, mas atrasos salariais geram questionamentos e rumores de crise em Vilhena
Os recentes relatos de atraso no pagamento de médicos e fornecedores que atuam no Hospital Regional e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) têm provocado desgaste na gestão da Santa Casa de Chavantes, responsável pela administração da saúde municipal em Vilhena.
A situação ganhou repercussão após a divulgação de vídeos e manifestações públicas envolvendo autoridades locais. Nesta quinta-feira, 8, o presidente da Câmara Municipal, vereador Celso Machado (PL), destacou o trabalho do prefeito Flori Cordeiro (Podemos), ressaltando o compromisso da administração municipal com os servidores públicos, que receberam salários e benefícios regularmente até o encerramento de 2025.
A fala do parlamentar ocorre após o prefeito utilizar as redes sociais para condenar o que classificou como disseminação de fake news relacionadas à saúde financeira do município. Segundo Machado, no entanto, as declarações do chefe do Executivo não teriam sido direcionadas a ele.
“O prefeito Flori, nosso aliado e companheiro, está totalmente correto. A prefeitura não deve nada para nenhum funcionário. Os repasses à Santa Casa estão sendo feitos, mas é a Santa Casa que não está efetuando o pagamento de médicos e fornecedores”, afirmou o vereador.
Apesar disso, Machado avaliou que o Executivo municipal poderia adotar uma postura mais firme junto à instituição. “O prefeito e o secretário poderiam apertar a Santa Casa de Chavantes para que esses pagamentos sejam realizados”, completou.
Contrato vigente e cenário de incertezas
De acordo com informações da Prefeitura de Vilhena, o contrato com a Santa Casa de Chavantes permanece válido até o dia 31 de janeiro de 2026, com possibilidade de prorrogação até 31 de julho do mesmo ano, condicionada à aprovação do Governo do Estado.
Enquanto isso, a entidade enfrenta um momento de instabilidade, marcado por cobranças públicas, questionamentos sobre atrasos salariais e boatos de uma possível crise financeira.
Em nota recente, a Santa Casa informou que os atendimentos seguem ocorrendo normalmente no município. No entanto, o comunicado não abordou diretamente as denúncias relacionadas ao atraso no pagamento de médicos e fornecedores que atuam nas unidades de saúde de Vilhena.


