PRODUTORES DEVEM FICAR ATENTOS: vazio sanitário da soja começa em Rondônia e proíbe plantas vivas por 90 dias

PRODUTORES DEVEM FICAR ATENTOS: vazio sanitário da soja começa em Rondônia e proíbe plantas vivas por 90 dias
Crédito:Gazeta Rondônia

Teve início nesta quarta-feira (10), em todo o território de Rondônia, o período do vazio sanitário da soja, uma medida fitossanitária considerada essencial para o combate à ferrugem asiática, uma das doenças mais severas que atingem a cultura no país. A restrição segue até o dia 10 de setembro.

Durante os 90 dias de vigência da medida, fica proibido semear, cultivar ou manter plantas vivas de soja no estado. O objetivo é interromper o ciclo do fungo Phakopsora pachyrhizi, responsável pela ferrugem asiática, reduzindo a incidência da doença na safra seguinte e contribuindo para a diminuição dos custos de produção.

Segundo o gerente de Defesa Vegetal da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron), Jessé de Oliveira Júnior, os produtores devem eliminar completamente as plantas voluntárias da cultura, conhecidas popularmente como "soja tiguera" ou "guaxa", que nascem espontaneamente após a colheita.

"A permanência de plantas vivas de soja em áreas irrigadas ou associadas a cultivos como milho, sorgo e milheto também é proibida durante o vazio sanitário", explicou.

Uma das novidades deste ano é que as plantas voluntárias que surgirem às margens da BR-364 também deverão ser eliminadas. A responsabilidade pela execução desse serviço caberá à concessionária responsável pela administração da rodovia.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou que o cumprimento da medida depende do comprometimento conjunto entre produtores e poder público.

"Rondônia ocupa posição de destaque na produção agrícola nacional. Preservar a sanidade das lavouras é fundamental para mantermos a competitividade do setor. O vazio sanitário é uma medida técnica eficaz e representa um investimento na segurança e no futuro da produção agrícola do estado", afirmou.

O presidente da Idaron, Júlio Cesar Rocha Peres, reforçou a importância da colaboração dos agricultores.

"O vazio sanitário é uma das principais ferramentas de prevenção da ferrugem asiática. Por isso, orientamos os produtores a eliminarem todas as plantas voluntárias e cumprirem rigorosamente as normas estabelecidas", ressaltou.

Ao longo do período, a Idaron realizará ações de fiscalização e orientação técnica, conforme determinam a Portaria SDA/Mapa nº 1.579/2026 e a Instrução Normativa nº 4/2026/Idaron-Procfas.

A Agência alerta que o respeito ao vazio sanitário é indispensável para preservar os avanços da agricultura rondoniense, garantir melhores condições para a próxima safra e evitar sanções previstas na legislação em caso de descumprimento das regras.