Bastidores da Federação: articulações para o Senado ampliam tensão entre Silvia Cristina e grupo de Maurício Carvalho
Porto Velho (RO) – A disputa interna pela composição da chapa ao Senado da Federação União Progressista tem intensificado os atritos entre lideranças do grupo político em Rondônia. Nos bastidores, aliados da deputada federal Silvia Cristina (PP) afirmam que houve uma articulação em Brasília para tentar restringir sua participação na disputa ao Senado nas eleições de 2026.
Segundo pessoas próximas à parlamentar, o presidente da Federação União Progressista em Rondônia, Maurício Carvalho, teria buscado apoio junto às direções nacionais do PP e do União Brasil para que Silvia Cristina disputasse apenas a reeleição à Câmara dos Deputados. A estratégia, de acordo com esses relatos, seria concentrar o apoio da federação em uma única candidatura ao Senado, a da deputada Mariana Carvalho (Republicanos), irmã de Maurício.
As informações, no entanto, são contestadas por integrantes do grupo ligado aos irmãos Carvalho, que defendem as articulações políticas como parte das negociações naturais para a formação das chapas eleitorais.
De acordo com interlocutores de Silvia Cristina, a deputada levou o caso à direção nacional do PP e recebeu sinalização favorável à manutenção de sua pré-candidatura ao Senado. A decisão fortaleceu sua permanência na disputa e reduziu a possibilidade de mudanças na composição da chapa.
Aliados da parlamentar também afirmam que o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves, pré-candidato ao Governo de Rondônia pela Federação União Progressista, tem priorizado a construção política ao lado do grupo dos irmãos Carvalho, o que teria ampliado o distanciamento entre ele e Silvia Cristina nos últimos meses.
Nos bastidores, integrantes da oposição interna lembram ainda das articulações ocorridas antes das eleições municipais de 2024, quando o deputado federal Fernando Máximo acabou desistindo de disputar a Prefeitura de Porto Velho. Na época, Máximo declarou publicamente que enfrentou resistência dentro do União Brasil e posteriormente acusou o partido de não apoiar seu projeto político.
Com a convenção da Federação União Progressista marcada para o próximo dia 30, o ambiente segue marcado por disputas internas e negociações sobre a composição definitiva das chapas. Apesar das divergências, as definições dependerão das deliberações partidárias e das homologações previstas durante o processo eleitoral.


