Médico é investigado por suspeita de violência obstétrica em hospital de Ji-Paraná

Médico é investigado por suspeita de violência obstétrica em hospital de Ji-Paraná
Crédito:G1

A Secretaria Municipal de Saúde de Ji-Paraná (RO) abriu um procedimento interno para apurar a conduta de um médico denunciado por possível violência obstétrica durante o atendimento a uma gestante no Hospital Municipal Dr. Claudionor Couto Roriz.

A denúncia foi feita por Elisângela Vitória, de 18 anos, filha da paciente Aparecida de Fátima, de 40 anos, que estava grávida de nove meses. Segundo o relato, a gestante procurou atendimento na última segunda-feira (2) após sentir fortes dores.

De acordo com a jovem, o médico responsável pelo atendimento teria adotado uma postura desrespeitosa, fazendo comentários ofensivos e minimizando as dores da paciente. Elisângela afirmou ainda que o profissional teria dito que, caso a gestante não se acalmasse, aplicaria um medicamento que poderia causar a morte do bebê.

Ainda segundo a filha, o médico teria afirmado que a mãe estava “com manha” e comentou que “até a Virgem Maria sentiu dor”, acrescentando que, aos 40 anos, seria normal sentir mais dores.

O caso ganhou repercussão após Elisângela publicar um vídeo nas redes sociais relatando a situação. Ela contou que o médico também teria mencionado que a gestante já havia sido atendida dias antes e que ainda não estaria em trabalho de parto.

Horas depois, Aparecida apresentou queda de pressão e sinais de desmaio. Quando pediu novo atendimento, segundo o relato da filha, o médico teria elevado o tom de voz e repetido a ameaça sobre a aplicação de uma injeção.

Após o episódio, outro profissional passou a acompanhar a gestante.

O secretário municipal de Saúde, Cristiano Ramos, informou que já entrou em contato com o médico para ouvir sua versão sobre o ocorrido. Segundo ele, o profissional afirmou que houve uma interpretação equivocada da situação por parte da paciente.

A Secretaria de Saúde informou que todos os envolvidos serão ouvidos durante a apuração e reforçou que não compactua com qualquer forma de violência ou desrespeito no atendimento aos pacientes. Após a conclusão da investigação interna, uma nota oficial deverá ser divulgada.